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‘No Google Analytics 4 teremos análises muito mais refinadas com base em inteligência artificial’, diz Eleonora Diniz, professora e CEO do Dr. MétricasRaphael Pires

‘No Google Analytics 4 teremos análises muito mais refinadas com base em inteligência artificial’, diz Eleonora Diniz, professora e CEO do Dr. MétricasRaphael Pires
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Se você nunca ouviu falar em cultura ou análise de dados, provavelmente não está vivendo nas últimas duas décadas. Desde meados do ano 2000, a internet (e o grande número de dados) vem ganhando tração e popularidade. 

As primeiras redes sociais de grande adesão, como o Orkut, surgiram logo depois e as pessoas começaram a se acostumar com aquela presença online em suas vidas. Em pouco tempo, não estavam online apenas para checar um e-mail: era para ver uma mensagem instantânea, vasculhar a vida de alguém no Google, comparar preços de alguma coisa, etc. E isso foi gerando dados. Milhares e milhares de dados. 

Enquanto toda essa magia do mundo online acontecia para o usuário comum, que aprendia a desbravar e desfrutar desse novo mundo, Eleonora Diniz, nossa convidada para essa Jam Session, estava na vanguarda dos dados.

As Jam Sessions da Rock Content são uma série de webinários com entrevistas com grandes especialistas de diversos temas como Marketing, conteúdo e tecnologia. E quando o assunto é Google Analytics, Eleonora tem muita história e conhecimento para compartilhar.

Desde os primórdios da internet, a especialista e professora formada em TI começou a trabalhar com Analytics e usar dados para gerar insights e relatórios para as empresas onde trabalhava no setor financeiro, e logo percebeu o potencial daquilo tudo.

Sobre o futuro do Google Analytics, que está em transição para o Google Analytics 4 (um modelo que ainda está em construção), Eleonora observa mudanças, como a eliminação dos cookies de terceiros e avanços que favorecem a geração de insights.

“Por um lado temos um avanço, onde percebemos isso no Google Analytics tradicional e no Google Analytics 4, com a ideia de trazer inúmeros insights. O que eu acho que vai acontecer com o passar do tempo são análises muito mais refinadas com base em inteligência artificial, o que vai ajudar os profissionais de Marketing a tomar uma decisão mais assertiva. Porém, precisamos garantir a qualidade desse dado.” 

Em um mundo em constante transformação digital, a análise de dados também é um projeto em evolução. Hoje, não basta ter dados, é preciso dar alguns passos atrás e se preocupar com a forma como a captura é feita.

“O Google Analytics 4 vai para o lado da inteligência artificial no que diz respeito aos insights. Vamos ter uma preocupação muito maior de governança, de capturar o melhor dado para os insights terem uma qualidade melhor, serem realmente ricos”, conta Eleonora. 

Nesse sentido, Eleonora reforça que o movimento é mais de dentro para fora. Empresas precisam focar mais em governança de dados e como ele é minerado internamente. “Uma coisa que o banco faz muito bem e que as empresas vão precisar começar a fazer é olhar internamente para seus clientes e garantir a qualidade das informações. Na hora que fizermos isso, o Analytics vai ajudar. Os insights vão ser cada vez melhores e vão vir resultados melhores”, afirma. 

Ao longo dessa Jam Session, Eleonora compartilhou muito mais conteúdo e dicas úteis para profissionais de qualquer segmento, com base em sua vasta bagagem e experiência com tecnologia e Analytics. 

Assista à entrevista no vídeo abaixo ou leia a transcrição.

[Ivan de Souza – Rock] Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais uma Jam Session da Rock Content. É um imenso prazer estar aqui hoje realizando mais um webinar da série Content Experience Jam Session produzido pela Rock Content. 

Antes de começarmos nosso encontro, vou fazer uma breve introdução do que é essa série: As Jam Sessions são parte de uma série de webinários onde entrevistamos especialistas do mercado sobre diversos temas como marketing, vendas, conteúdo, mídia paga e muito mais. Nosso objetivo é dar conselhos, compartilhar técnicas, tendências e melhores práticas para que as empresas possam impulsionar resultados cada vez melhores. 

Hoje nós temos aqui uma convidada muito especial, a Eleonora, mas deixa eu me apresentar primeiro e já passo a palavra a ela, que vai trazer um conteúdo muito bom hoje!

Eu sou o Ivan de Souza, editor chefe do blog da Rock Content Brasil e hoje vou conversar com a Eleonora que além de consultora, professora, palestrante e CEO do Dr. Métricas, já atendeu também muitas empresas como Smartfit, Santander, Itaú, Cinemark, Olist, RD Station, e leciona em instituições como ESPM e USP/ESALQ em disciplinas como Analytics, BI, CRM e indicador de desempenho. 

Professora Eleonora, desculpe a formalidade, mas é só para a gente começar, sei que você prefere ser chamada de Leo – seja muito bem-vinda à nossa Jam Session, estamos muito felizes de ter você com a gente. Deixo aqui o espaço para você se apresentar para o público. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Que recepção, Ivan, muito obrigada! Já estou aqui olhando os comentários, entrei antes para dar um oi para o pessoal e já tinha um monte de gente: muito obrigada pela participação, pela presença. 

Hoje é uma tarde fria em São Paulo, está difícil esse inverno, mas vamos lá, estamos aqui para falar de Analytics, Google Analytics 4 (GA4), que deve estar tirando o sono de muita gente, dando dor de cabeça para muita gente. 

O pessoal me pergunta assim: com tudo isso que você faz, quando você dorme? Eu ainda consigo dormir, gente. Festa, encontro com os amigos… Fiquei uns tempos ignorando os amigos porque tinha muito trabalho, mas agora minha vida vai voltar a ficar mais normal. (risos)

[Ivan de Souza – Rock] Temos tanta paixão pelo que a gente faz que uma vez eu estava conversando com uma amiga que estava um pouco triste, ela estava inconsolável, e eu até brinquei, “poxa, eu não posso te consolar, mas eu espero que o Google Search Console” e todo mundo ficou me olhando (risos).

[Eleonora Diniz – Especialista] (risos) Nem que ela ache um bom conteúdo, um bom livro para ler. 

[Ivan de Souza – Rock] Exato. Bom, Eleonora, vou te chamar de Leo como você disse que prefere ser chamada, porque quero que você fique à vontade. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Isso, nada de formalidades. O pessoal me chama de professora, mas eu só estou nas escolas para transmitir um pouco de conhecimento do que eu sei, acho que esse é o ponto. 

[Ivan de Souza – Rock] Exatamente. Então já que você me deu essa permissão, eu gostaria que antes de começarmos a falar de Google Analytics 4 – inclusive esse é o webinário que mais reuniu pessoas interessadas no conteúdo, então pessoal, calma que vamos falar muito a respeito – quero te perguntar sobre o início da sua carreira. 

Você pode contar um pouquinho sobre sua trajetória profissional no marketing digital, como você se tornou uma referência em web analytics no mercado? 

[Eleonora Diniz – Especialista] Você sabe que isso me assusta, né, quando falam que eu sou uma referência em alguma coisa (risos). Minha formação é TI – eu não estudei marketing. 

Fiz TI em 1987, algo muito corajoso para a época, depois comecei minha carreira no banco em 1991, na área de tecnologia – eram 50 homens e eu, nessa época tinha muito homem – e comecei a mudar de áreas no banco. Em 1995 fui estudar design, outra coisa que não tem relação com TI, mas eu gostava desse tema, sempre gostei e admirava o trabalho de Hans Donner na Globo. Apresentei meu TCC no Jô Soares em 1998 e em 1999 eu entrei na internet. 

Fui no Jô Soares e foi assim que o banco me conheceu – viram que eu conhecia um pouco de design, de tecnologia, um amigo me apresentou para o pessoal de internet e em 1999 eu estava lá.

Em 2001, exatamente no 11 de setembro, eu estava fazendo um curso de Analytics, foi preciso parar o curso para ver a tragédia que aconteceu. 

E por que o pessoal acabou me escolhendo para trabalhar com isso? Porque eu tinha um histórico de trabalhar com dados. Comecei em 91 trabalhando com os primórdios de um BI. Não falávamos de BI, pois não existia, era uma área chamada “centro de informações”, onde a gente tabulava esses dados – eram dados muito operacionais e a gente transformava esses dados em algo mais estratégico com indicadores. 

Minha experiência de trabalhar com indicador e métrica de alguma forma veio daí. Quando foi 2001, o pessoal achou que eu teria o perfil certo, e assim comecei com Webtrends e fiquei uns 3 anos – na época eu trabalhava no Unibanco e a gente ainda não tinha essa percepção da informação do analytics. Olhávamos muito mais para nossos dados internos de banco – se o usuário utilizou o caixa eletrônico, o telefone, foi na agência – e a internet quase não era utilizada. 

Trabalhávamos com banner – teve uma época que eu cuidava das campanhas de e-mail marketing e das campanhas de banners, a grade de banners do site Unibanco. Tínhamos umas ferramentas de envio de e-mail, então tinha umas volumetrias. Nessa época, 2003, a gente enviava a quantia anual de 18 milhões de e-mails, já era muito naquela época, mas banco tem uma volumetria muito alta mesmo.

Fui parar na tecnologia e em 2008 eu comecei a trabalhar com o Google Analytics e não parei mais, fazia o Google Analytics internamente. Em 2008 também houve a fusão Itaú/Unibanco, e em 2011 eu comecei a participar de um grande projeto no Itaú: tinha um chefe que me falou que precisava de uns dashboards e queria que eu acompanhasse o Google Analytics, então começou assim.

Efetivamente eu mergulhei no universo do Analytics para o banco em 2011, e na verdade eu comecei junto com o crescimento do Analytics – chegou ao ponto da gente ter 13 bilhões de dados coletados por mês, mais de 500 conversões monitoradas e eu cuidava disso sozinha, fazia isso sozinha. Todo esse processo no final das contas, eram muitas reclamações, eu falava com muita gente, e cada um tinha uma dor, um problema – foi assim que eu comecei a adequar minha linguagem com as pessoas que eram de marketing. Eu já tinha uma vivência de marketing, mas conversar com as pessoas do setor, entender as necessidades do produto começou a adequar minha linguagem e a forma de ensinar Analytics para as pessoas. 

Quando eu fui para o meio acadêmico em 2016, isso se tornou muito fácil. Já vi gente aqui

nos comentários que foram meus alunos, e as pessoas comentam que saem um pouco bugadas da minha aula, mas empoderadas, e essa é a ideia.

Minha história é mais ou menos essa. Vou só fazer um comentário que não posso deixar de dizer, em 2019, fui para o RD Summit e cheguei lá anônima como uma professora e como as pessoas favoritaram demais, eu acabei falando na plenária para 5 mil pessoas.

Eu fiquei desacreditada e aquele dia foi um choque de realidade, acho que a partir daquele momento as pessoas passaram a conhecer um pouco mais do meu trabalho. Eu acabo ficando muito nas faculdades, trago algum conteúdo nas redes – estou um pouco afastada por causa do projeto do Dr. Métricas, mas devo voltar em breve com conteúdo e mais dicas.

Desculpe a longa apresentação, mas é tanta coisa para contar.

[Ivan de Souza – Rock] Imagina, fique à vontade. Estamos com 700 pessoas vendo a live, não é 5 mil (risos), pode ficar mais à vontade, estamos todos aqui com muita vontade de ouvir sua história, obrigado por compartilhar.

Passo então para a segunda pergunta: pelo que você acabou de nos contar, você passou por muita coisa e viu o mercado surgir – entrou no Analytics no momento em que ele estava começando a ser utilizado pelas empresas. Alguém até deixou um comentário aqui dizendo “analytics raiz”.

É muito bom compartilhar isso conosco, porque você nos traz essa visão do mercado desde o princípio. Quando falamos de passado e presente, surgem dúvidas de como será o futuro, e é isso que eu quero te perguntar: considerando que a transformação digital está trazendo um monte de possibilidade para poder coletar e tratar os dados de diferentes maneiras no marketing digital, como você enxerga o futuro do Analytics? 

[Eleonora Diniz – Especialista] Aquela era uma época em que ninguém falava de LGPD, então tudo podia, todo mundo podia tudo… Eu comentei com um amigo: sabe aqueles bairros americanos sem cerca, sem trava nenhuma? Você olha o jardim do vizinho, sabe o carro que ele tem, os brinquedos que os filhos têm, e isso era o mundo de cookies – terra de ninguém, quase.

Agora começaram a subir os muros e já não conseguimos mais ver o jardim do vizinho, só vemos o nosso próprio, e está proibido subir no muro. Se por um lado tivemos um retrocesso nesse sentido, tivemos um grande avanço em termos de inteligência artificial, essa análise de dados. Já vemos muito isso no Google, essa questão de eles olharem os dados que você coleta – e aqui vale a pena pensar numa coleta adequada, pois quanto melhor nossa coleta, melhor o que o Google pode nos dar de orientação. 

Por um lado temos um avanço, onde percebemos isso no Google Analytics tradicional e no Google Analytics 4, com a ideia de trazer inúmeros insights. Um bom calcanhar de Aquiles para muita gente é fazer análise, e o que eu acho que vai acontecer com o passar do tempo são análises muito mais refinadas com base em inteligência artificial, o que vai ajudar os profissionais de marketing a tomar uma decisão mais assertiva, porém, precisamos garantir a qualidade desse dado.

Na contrapartida temos um retrocesso com relação aos cookies, não temos mais cookie de terceiros. Vamos ter que usar alguns artifícios ou recursos que o Google nos fornece. Quem clicou nas suas campanhas, qual o perfil desse público, etc. Vamos ter que olhar muito mais e conhecer muito mais nosso cliente para poder melhorar todas as entregas.

Precisamos fazer esse trabalho, e isso é uma coisa que no banco pesquisávamos muito, entendíamos muito o que o cliente tinha como dor, para que a gente pudesse entregar. Acho que o que vamos levar e crescer nesse sentido é tentar estreitar mais a relação com os clientes e usuário dos sites para que possamos entregar um conteúdo melhor, uma experiência melhor. 

O Analytics no final das contas vai trazer todo esse processo de comportamento e conversão. Ele não é a ponta final – precisamos de um BI aqui porque o Analytics sabe enquanto o usuário está no site. Saiu dali e entrou na carteira de clientes da empresa, a empresa vai ter que usar um CRM, um BI para saber quais são os produtos/conteúdos mais requisitados.

O Analytics vai tentar ir para esse mundo de inteligência artificial no que diz respeito aos insights, vamos ter uma preocupação muito maior de governança, de capturar o melhor dado para esse insight ter uma qualidade melhor, ser realmente rico. Se não as pessoas vão dizer que o Analytics não funciona, e muita gente já fala isso hoje “não acredito muito nesse dado, acho que ele está furado“, e temos esse problema. Mas não tem ainda inteligência artificial para dizer se o dado está certo ou errado. E isso é um problema – a captura foi feita errada. 

Estou vendo um comentário da Valéria e ela fala assim: “Não vejo como um retrocesso, pois voltamos a analisar nossas personas e suas dores, para podermos suprir essas necessidades através de um marketing de qualidade“.

Eu concordo com ela quando a gente fala assim – eu acho que é um retrocesso com a questão do cookie, mas com a persona não, acho que é isso que estou querendo falar. Entendemos mais o que as pessoas querem e acho que esse exercício vai ser muito rico e produtivo e acho que é por aí que temos que caminhar. 

Na hora que você entende sua persona, suas dores e tudo o mais, você direciona as capturas de dados para que consiga melhorar isso. Mas percebe que isso é um movimento de olhar para dentro em vez de olhar para a grama do vizinho? 

Não estamos mais olhando a grama do vizinho, já perdemos isso em alguns momentos. E isso é uma coisa que o banco tinha um pouco de resistência a abraçar no Analytics, mesmo no Itaú em 2011 o pessoal tinha uma resistência. Eu achava o máximo, mas eles tinham uma resistência, porque a informação mais importante eles já tinham. 

As pessoas acham que o banco não captura quem é o cliente, qual a máquina dele, qual a versão, o IP… mas por que a gente podia e devia capturar essas informações quando o cliente se logava? Por questões de fraude, do Banco Central, de prestação de contas… Uma coisa que o banco faz muito bem e uma coisa que as empresas vão precisar começar a fazer é olhar internamente para seus clientes e garantir a qualidade das informações. Na hora que fizermos isso, o Analytics vai ajudar, os insights vão ser cada vez melhores e vão vir resultados melhores. Vai fluir, essa coisa vai caminhar e como a Valéria falou “tudo flui“.

Mas sabe por que que eu acho que tem um retrocesso? Por causa de um negócio chamado tagueamento server side. Esse tagueamento é quando olhamos para a requisição no servidor – estou falando um “tecnês” que muitos talvez não entendam… Quando alguém digita um www no navegador, ele precisa ir até o servidor onde está hospedado para trazer esse site para ser exibido. Usamos o Analytics tagueando o site, o navegador. O server side tagueia a requisição do servidor e quando isso acontece é diferente, não dá para saber, por exemplo, os interesses do usuário, porque quem sabe isso é o navegador. E nesse caso como o Google está ali ele sabe os interesses daquele usuário, sabe questões demográficas desse usuário e repassa uma parte dessas informações para o Analytics. Já o lado server side vai ter informações que o Google não vai saber.

Por exemplo, o Facebook sofreu com a represália da Apple porque os usuários de IOS podem dizer que não querem ser rastreados, mas o servidor sabe que alguém requisitou, e isso pode ser devolvido para o Facebook. Não dá para saber quem é o usuário, só dá para saber que alguém converteu. 

Tem gente comentando no chat e dá vontade de responder todas as perguntas, mas vou demorar para ficar lendo. 

[Ivan de Souza – Rock] Quer pegar um comentário, Leo, para complementar o que você acabou de falar? Eu emendo com a próxima pergunta. 

[Eleonora Diniz – Especialista] A Larissa comenta que a mudança vai obrigar as empresas a fazer um trabalho minucioso, e eu concordo. Que pode casar os dados e identificar possíveis gatilhos, concordo, mas isso precisa de uma boa governança. 

Já a Rosana pergunta se as ferramentas de criação de sites já estão preparadas para essa evolução. As ferramentas de criação de sites como Wix, WordPress e uma família de  ferramentas como essas, estão preparadas para um tagueamento muito básico. Quando você precisa extrapolar tem que ir para um tag manager

O Jones pergunta se não seria só uma aplicação de compliance aos dados. Porque da mesma maneira que você pode dar visão da persona, pode não ser usado só para controle de empresas. 

Eu acho que o compliance é uma coisa que no banco foi uma loucura para aprovar o Google Analytics. Como conseguimos aprovar com o compliance? Que a gente não podia levar o dado do cliente para dentro do Analytics. Teve uma vez que um cliente mandou uma mensagem no telefone 30h reclamando que estávamos capturando os dados dele no Analytics e eu pensei que parte ele não entendeu que eu sei mais da vida dele que ele mesmo?

O que é capturar um dado de Analytics durante uma navegação se eu já sabia o quanto ele ganhava por mês, onde ele gastava, como ele pagava, se ele estava devendo, se ele tinha dinheiro aplicado – o que era o Analytics nesse meio? Não era nada (risos)

[Ivan de Souza – Rock]  Exatamente. Queria pegar o gancho de um comentário do Ygor (Tenho percebido que algumas ferramentas ainda não estão preparadas para o GA4. Digo até mesmo em nível de integração) para passar para o próxima tema que é o foco do nosso encontro, Google Analytics 4 (GA4). Para conceituar quem está aqui hoje, o Google Analytics está mudando e a partir de junho de 2023 ele vai mudar do padrão que a maioria conhece para o GA4. Essa mudança vai alterar bastante o mercado do marketing digital e está alinhado com o comentário do Ygor. 

Para o público que ainda não está por dentro dessa mudança, como é possível explicar de forma simples e breve o que é o GA4, por que essa mudança vai acontecer e por que ela é importante?

[Eleonora Diniz – Especialista] Se voltarmos uns meses atrás, não lembro exatamente quanto tempo foi, o Google começou a sofrer uma represália na Europa. Teve problemas na Europa – não lembro o país – sobre as pessoas dizendo que o Google coletava os dados e os hospedava nos EUA, já que o servidor do Google está lá. 

As regras europeias são diferentes das regras americanas, e começou a dar problema. O Google vem fazendo testes com essa história de abolir os cookies e tudo o mais, ou seja ficar só com os cookies primários, já testou vários modelos. Ah, escreveram nos comentários, os países que tiveram problema foram a França e a Áustria. 

Então o GA4 veio também com essa premissa, de resolver essa questão de cookie e de levar os dados de um país para o outro. Veio com essa proposta, mas tem outro viés – estar muito mais direcionado ao time de marketing. Se formos olhar a plataforma hoje – que já passou por algumas mudanças desde o comunicado aberto ao público em outubro de 2020 – já percebemos mudanças. Eu mesmo já estou na quarta turma de GA4 e toda vez que faço uma nova turma sou obrigada a trocar os slides porque a plataforma muda. 

Muda nomenclatura, a ordem dos relatórios, aparece e some relatório, eles ainda estão ajustando. Por isso que o Google vem falando para manter as duas versões, porque a 4 está mudando a todo momento. 

Outra coisa que o Google vem defendendo na versão 4, é a forma de contabilizar usuários. Já vou puxar o gancho que vi algumas pessoas perguntando de diferenças, mas acho que uma grande diferença é a contabilização de usuários. 

Eu defendo muito a gente olhar para a visita, pois a visita no Universal Analytics é o que nos ajuda a calcular as taxas de conversão, mas no GA4 temos muito forte a questão de usuários. Tem inclusive uma análise de tráfego do primeiro acesso do usuário e depois os acessos recorrentes, existe essa consulta. 

É possível ver que o primeiro acesso do usuário é uma consulta de origem de tráfego, depois você tem consulta de origem de tráfego geral – e isso vai começar a mudar nossa mentalidade. No 4 temos a contabilização de usuários – como isso é contabilizado?

Ele leva em consideração o device que está sendo utilizado – no meu caso é o computador, mas poderia ser o celular – e olha o comportamento de navegação. 

Aquele link que eu deixei com vocês, se quiserem compartilhar no chat seria legal. Queria ver a carinha do pessoal quando clicarem nele (risos) [link do chat: adssettings.google.com] 

Isso é o que o Google sabe sobre você porque você clicou em alguma campanha de ads, porque você navegou. Parte dessas informações vão ser acompanhadas com informações demográficas – elas já existem no Google Analytics Universal, mas vamos acabar usando muito elas por causa da falta de cookies, vamos ter que abraçar esses dados, porque é justamente esse link. 

Tem gente que tem as configurações desativadas, porque não quer ser rastreado, então o que acontece: quando você clicar em um site com Google Analytics ele não vai levar seus dados para a conta de Analytics daquele site.  

Essa é uma informação que vai nos ajudar muito por causa da ausência dos cookies de terceiro, isso é uma coisa que é legal. Ah, estão falando nos comentários que estão chocados (risos).

Vamos saber o computador da pessoa, saber as navegações da pessoa e ter as informações que o Google sabe quando estamos logados (porque muitas vezes ficamos logados): gênero, faixa de idade, e ele compartilha isso, mas não faz para 100%. 

Esse trio de informações vai apurar o usuário de uma forma mais precisa do que é no Universal – claro que se você tiver uma área ligada o seu usuário vai ser único e pode fazer um tagueamento por user ID, esse é um ponto interessante. 

[Ivan de Souza – Rock] Com certeza, Leo. Inclusive o pessoal está muito chocado – 

[Eleonora Diniz – Especialista] Querendo desativar (risos). Gente, no topo da página tem uma chavinha para desativar. 

[Ivan de Souza – Rock] Inclusive nos comentários tem muitas pessoas colocando perguntas e dúvidas, pessoal podem ficar muito à vontade colocando suas perguntas que nos 10 minutos finais vamos ter um espaço reservado para perguntas e respostas – o pessoal nos bastidores vai separar algumas para a Leo responder. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Tem um monte de pergunta, estou achando o máximo!

[Ivan de Souza – Rock] Alguém comentou no chat sobre migração e vou aproveitar para já passar para esse ponto. O GA4 veio em 2019 com intenção de substituir o Universal Analytics, mas a migração definitiva vai ser no dia 01/06/23. Toda mudança é complicada e isso eu falo por experiência – sou um carioca que mora em Belo Horizonte, antes morei no Japão – toda mudança é desconfortável, mas temos que estar preparados para elas.

No caso no GA4 como as pessoas podem fazer para migrar com tranquilidade do Universal Analytics para o GA4?

[Eleonora Diniz – Especialista] Temos um ponto que o Google até fala de fazer uma migração, tem um recurso onde ele fala em fazer um tombamento – é como se pegasse o tagueamento do Universal e o próprio Google vai lá e tomba para o GA4. Não gosto disso, eu gosto de controlar mesmo, acho que é o melhor ponto aqui. 

O que seria o recomendado? Se você tem um Wix ou WordPress que está usando ainda aquele jeito basicão onde se coloca a propriedade, coloca o código de rastreamento que é o código do GA4 e fica com as duas versões. Eu não sei se o Wix está deixando, mas os plugins de WordPress devem deixar fazer isso. 

[Ivan de Souza – Rock] Ah, faz.

[Eleonora Diniz – Especialista]  É bem capaz. Agora, usar tag manager é a melhor opção. O que vai acontecer: você mantém os mesmos gatilhos e só troca o disparo da tag. Primeira grande diferença no GA4 é que a gente não tem mais tag de página, de e-commerce ou de evento, temos só a tag que é de evento. Existe uma tag de configuração, mas temos uma tag de evento.

A grande diferença no mindset dessa tag de evento: o evento no GA Universal só tinha 3 parâmetros de conteúdo e um de valor. Então eu tinha categoria, ação, rótulo e o valor. O que acontece com o tagueamento de evento no GA4 é que eu posso ter até 25 parâmetros. 

Você pode pensar “25, por onde eu começo?” e aqui vai ter uma necessidade muito grande de governança. Como colocar os parâmetros? Porque na hora que criarmos um evento e colocarmos os parâmetros, esses parâmetros podem se tornar dimensões secundárias. Esse é um ponto bacana.  

O vínculo quando fazemos o tombamento de Google Analytics do velho para o novo perde um pouco dessa flexibilidade de carregar o seu evento com mais parâmetros.

[Ivan de Souza – Rock] O que são esses parâmetros?

[Eleonora Diniz – Especialista] Vou dar um exemplo: vamos imaginar que temos aqui um preenchimento de formulário. Formulários diferentes no site porque cada formulário é para captar um lead – imagina que você tenha produtos diferentes e formulários diferentes. É possível fazer uma tag de evento para registrar o sucesso desse formulário.

Se pensarmos de uma forma muito linear, dá para fazer um evento no GA4 por formulário A,B,C e D. Mas como funcionam os parâmetros? Você faz um tagueamento de formulário e coloca como parâmetro o tipo de formulário, então podemos ter o tipo a, o tipo b, o tipo c e por aí vai. Existe uma única tag que tem como parâmetro a informação do formulário. 

Assim podemos criar uma dimensão secundária de “tipo de formulário” e saber quais são os tipos que temos. Isso é muito interessante porque podemos colocar esse tipo de informação e guardar alguma coisa adicional com esses parâmetros. 

É uma coisa que vamos aprender ao longo do tempo e tem gente que já está fazendo esse parâmetro – eu mesma, na primeira vez que fui taguear no GA4 fiz errado. Eu tenho 15 conversões no meu site e o que aconteceu? Eu fiz uma tag para cada coisa, mas poderia ter feito uma só – por exemplo os downloads: download de Framework de Analitycs, dos ebooks, da apresentação A,B,C e D e isso podia ser um parâmetro. 

Ia me favorecer e muito. Quando eu percebi que fiz errado, decidi fazer um tagueamento genérico e isso é legal. 

Alguém comentou sobre botões de Whatsapp que linkam – mas por exemplo, botões de Whatsapp às vezes estão no cabeçalho, às vezes no rodapé, às vezes flutuante… Poderíamos taguear o botão de WhatsApp e ter um parâmetro local de onde ele estava, entendeu?

Isso é legal. Temos um limite de 500 eventos e 25 parâmetros para cada evento. 

[Ivan de Souza – Rock] Perfeito! Era exatamente o que eu ia perguntar, com essa mudança a questão do limite tem sido uma dúvida muito recorrente até por parte de nós da Rock Content. 

O GA4 vai ter também outros tipos de limitações na parte de coleta e análise de dados na prática? 

[Eleonora Diniz – Especialista] Temos. Só temos um histórico de 14 meses e por padrão quando abrimos a conta só vem 2, então isso tem que ser configurado. Você ficou assustado (risos)

[Ivan de Souza – Rock] Aqui vamos ter que passar por isso. (risos)

[Eleonora Diniz – Especialista] Vai! Tem uma área na hora que você entra na propriedade e tem uma opção lá de retenção de dados – coloca retenção de dados 14 meses, troca para 14. 

Eu vejo algumas perguntas aqui de gente questionando se eu tivesse que fazer agora, faria tagueamento dos dois? Eu faria, ainda faria dos dois.

Não precisa rechear demais com muita captura de evento, faz uma captura mais sucinta, mas eu faria os dois porque já tive clientes que me procuraram e resolveram ir para o GA4 direto e estão sofrendo, não conseguem ter consultas que tinham no GA que eles desativaram.

Ainda temos coisas no tradicional que não vieram para o GA4. Por exemplo, quando saiu o GA4 falamos que não tem mais taxa de rejeição porque agora só tem taxa de engajamento – mentira. A taxa de rejeição já aparece na API do GA4, ainda não está disponível nos relatórios, mas vai voltar a taxa de rejeição. Ainda não temos taxa de conversão, ainda não vi ela na API, mas pode ser que apareça. 

Temos que fazer GA4, pois se tivermos um volume de dados básicos, alguns eventos básicos que conseguimos validar, o GA já vai montando um histórico. Quando chegar em julho, já vai ter um modelo de atribuição basicão. Muitos aqui talvez não conheçam o modelo de atribuição, depois eu posso até explicar, mas dessa forma já temos um modelo de atribuição básico no início. 

Se você conseguir fazer alguns desses eventos como uma conversão para ser monitorado, ele já vai montar um modelo de atribuição para essas conversões básicas e isso é legal olhar. 

[Ivan de Souza – Rock] Com certeza. Obrigado pela resposta, tenho certeza que as dicas estão ajudando muito o pessoal. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Eu só estou vendo o pessoal no thread de conversa. 

[Ivan de Souza – Rock] Pessoal, já passamos da metade da nossa live, o tempo está correndo porque está sendo um papo muito produtivo, então peço que coloquem as perguntas no chat que daqui a pouco vamos abrir um espaço para a Leo responder as dúvidas. 

Antes de chegar nessa parte, eu trago aqui uma dúvida que é muito recorrente na parte do marketing. Entre todos que estão nos vendo, estou percebendo nos comentários que tem gente que é mais da área de tecnologia, tem gente que é mais da área do marketing; e quem é do marketing geralmente tem percebido essas mudanças todas – sobretudo a parte dos eventos que você mencionou. Vimos que nos sites vão ter mudanças relacionadas a click, rolagens, pesquisa, download de arquivos (que é uma novidade que o GA4 traz), então minha pergunta é: qual você acha que vai ser a maior dificuldade que os profissionais de marketing, especificamente, vão enfrentar com essa mudança do Universal para o GA4?

[Eleonora Diniz – Especialista] Eu acho que as pessoas vão ter uma dificuldade em montar os relatórios que elas querem. O GA4 tem uma quantidade de relatório bem pequena. Passou aqui no chat alguém comentando sobre os de tráfego. Temos o relatório de tráfego do primeiro acesso e depois o de tráfego recorrente, temos o de informação demográfica – que vamos acabar usando mais – tem algumas coisas de e-commerce, tem um search console quando se conecta, e depois tem um relatório para ver campanha, mas bem básico.

O GA4 tem uma opção de explorar e essa é a área para fazer os relatórios. Tem o formato livre, segmentação, cohort, lifetime value, tem relatório de fluxo e funil. Mas primeiro é preciso conhecer bem os campos e muitas vezes as pessoas já se acostumaram com os inúmeros relatórios do GA e chega no 4… A menos que no GA4 comece a aparecer outros relatórios padrão, vai existir essa dificuldade. 

Uma coisa que me deu nos nervos quando fui configurar é que eu queria um campo que não existe. Aí eu pensava em trazer X, mas esse campo não combina com o que eu já selecionei de campos previamente. Sabe quando você seleciona um monte de campo e agora você quer combinar esse, esse e esse? Não funciona assim.

Você tem que combinar os campos para esse tipo de relatório e quando muda de aba tem que fazer outra seleção ou talvez tenha que montar outro relatório com uma outra seleção, uma outra combinação. 

Ele está muito amarrado ainda e não sei se vai acontecer essa coisa de uma maior flexibilidade. Outra coisa que já percebi, falando de bugs agora, nesses relatórios é possível exportar para Google Sheets, planilhas do Google, ou baixar o CSV para jogar no Excel, mas é bichado. 

Eu fiz o teste com alguns clientes, muito ruim. Esse ponto não está redondo, e outro ponto que não está redondo é a contabilização de ads – preciso ver se já arrumou, mas a contabilização de ads nesses relatórios livres estão com problema. 

Vamos perceber isso ao longo do tempo, porque esses pontos vão ser alterados. Não adianta a gente querer fazer o “céu é o limite” no GA4 ainda, pois eles estão mexendo – por isso eles falam para a gente manter os dois, porque o Universal ainda é redondo e o outro não. 

Temos uma coisa também que os profissionais vão sentir, é a questão de views. Não temos view – eu ouvi uma conversa de que vão ter filtros, mas ainda não temos view e não sei se vai ter, não tenho essa informação. Vamos sofrer um pouco com isso, sim.

É por isso eles falam muito da segmentação, e a segmentação nos nossos relatórios – pelo menos nos relatórios tradicionais – eu não salvo, então eu não consigo ter uma galeria de segmentações customizadas, eu tenho que customizar toda vez que eu entro, o que não é produtivo. 

Tem que testar, mas é chato. Tem que ter os dois, mas não dá para confiar cegamente só no GA4, eu acho que é legal ter o fato de poder comparar os números, acho válido, gosto das novas métricas que é a taxa de engajamento – acho que isso faltava – e acho que tem um ponto muito legal na contabilização do GA4 e que no outro não existia, que é contabilizar o tempo pela atividade da aba, quando está ativa. 

Se a pessoa está com a aba ativa é legal porque ela vai contar esse tempo. Se a pessoa é a louca das abas abertas, as abas em segundo plano não estão contabilizando o tempo de permanência, e isso era um problema que a gente tinha no GA tradicional. 

Tem muitas coisas. Muita gente pergunta se já faz no GA4 para um site novo. Se você conseguir fazer o site muito rápido, eu faria um tagueamento bem básico no Universal. Na hora que você entra no GA para criar uma conta, existe uma opção – se seguir direto sem observar as chavinhas que têm na página você vai abrir uma conta direto no GA4, não abre mais no Universal. No entanto, tem uma opção de chavinha onde você pode abrir as duas contas e eu recomendo essa opção.

[Ivan de Souza – Rock] Perfeito. E já que tocamos nesse assunto, vamos passar para o ultimo ponto antes de abrir para as perguntas do pessoal, tem bastante dúvida, e não é para menos.

Como último tópico, já que falamos dessa mudança e eu pedi para focar nos profissionais de marketing que são os que têm mais dúvidas e perguntas, então quais são suas últimas dicas e conselhos – de forma breve – para os profissionais de marketing poderem se preparar e aprender sobre o GA4?

[Eleonora Diniz – Especialista] Acho que tem um ponto muito importante que é cuidar mais do tagueamento. De que forma? Escolher quais são os campos e os parâmetros para estarem nos relatórios. Acho que esse é um ponto.

Muita gente deixou de lado essa questão do tagueamento porque tem um plugin e às vezes chamava um cara de tecnologia para fazer, mas não se preocupava muito com isso. Acho que o GA4 exige mais da gente do ponto de vista de qual é a informação que eu quero, o que eu quero ver – exercitem essa prática.

Vou até fazer um spoiler aqui, tem um e-book no meu site que é o Framework de Analytics e lá eu falo justamente isso: tem que pensar na estratégia. Claro que aquele Framework é para o GA Universal, mas o mindset é o mesmo, tem que ter essa lista de desejos. Dessa forma você tem um tagueamento legal, define os eventos com nomes amigáveis e parâmetros, esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é ser bom gerador de relatório. A quantidade de relatórios do GA4 é pequena, então ou o profissional vai para o Data Studio, se quiser, ou entra ali naquela ferramenta de explorar para construir os relatórios que deseja ou para uma consulta básica. 

Isso vai exigir um conhecimento maior dos campos, do que eles representam, essas métricas e dimensões que estão lá. Existe um glossário dessas coisas? Sim, no Google URL Builder na formatação das UTMs de campanha. Lá tem a opção de ver a grade de campos que tem no GA4 e no GA tradicional. Mude a chavinha e dá para ver a lista de campos dos dois – isso é importantíssimo. Apesar de que lá no relatório também tem uma espécie de mini-glossário, mas se você quer um glossário um pouquinho maior, tem que ir no URL Builder.

O profissional de marketing tem uma coisa muito importante, a gente tinha 5 UTM, agora serão 8. Continua tendo campanha, origem, mídia, conteúdo e termo. Agora o que era origem, vai ter um origem complementar – que não vou me lembrar o nome agora – mas com esse campo de origem eu posso dizer em qual plataforma eu fiz a campanha. 

E isso é legal, vou dar um exemplo: se você contrata uma campanha numa DMP, ela vai exibir isso em vários locais. Sua fonte é onde ela está sendo exibida, mas onde você idealizou a campanha está aqui. 

A outra coisa é a mídia, a mídia vai ter agora uma informação adicional. Vamos ter o formato da mídia e dessa contrapartida definir se ela é paga, própria ou orgânica. Temos uma mídia ali como forma de contratação. 

Outra coisa é o BID de marketing – olha que interessante, vai ser preciso pensar nisso. Detalhe, a origem da campanha que é o complemento do origem adicional, esse já está no GA, já dá para consultar, o mídia também, mas o BID de marketing ainda não – esse ainda vai demorar um pouco para aparecer. 

O pessoal de marketing tem esses três pontos: pensar bem no conteúdo, aprender a fazer relatório e ficar de olho nos 3 UTMs. 

[Ivan de Souza – Rock] Perfeito, obrigado por essas dicas, vão ser muito úteis para quem trabalha com marketing e precisa usar o GA4. E até junho do ano que vem, pessoal, todos nós precisaremos usar, então levem as dicas da Leo em consideração. 

Vamos entrar agora na parte das perguntas. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Vai ser difícil fazer essa peneira (risos) Já vi um monte de perguntas. 

[Ivan de Souza – Rock] Demais! Por isso que o pessoal dos bastidores está ajudando a pegar aquelas que englobam as dúvidas gerais. Vou começar com uma pergunta do Nelson Sato e ele fala o seguinte: A maioria dos profissionais de marketing usa cookies de terceiros nas campanhas, então como se pode repensar a organização dos dados sem o uso de cookies a partir da aplicação do GA4?

[Eleonora Diniz – Especialista] Não vamos ter o cookie de terceiros, só vamos ter os nossos. Uma coisa que a gente não fazia era olhar esses dados demográficos e vamos passar a olhar esses dados demográficos, mas no GA4, que já tem como ver.

Vamos ter que nos aproximar mais do usuário e entender as necessidades dele. Vai chegar uma hora que vamos ter que fazer mais enquetes, pesquisas, para que a gente entenda a necessidade do cliente e possa administrar melhor isso. 

Talvez a gente vá ter que abrir mão desse recurso de saber o cookie, mas vamos ter que nos aproximar mais do usuário com perguntas ou enquetes ou coisas do gênero para ter essa informação. Qual é a dor dele, o que ele está precisando? Acho que essa proximidade com o usuário vai ser algo importantíssimo, até o momento em que o Google tirar algo novo da cartola. 

Eu, por exemplo, não faço tanta campanha, mas o que tento trazer para meus clientes é que temos a informação tal e tal – tem gente comentando no chat que pesquisa é com eles, e eu acho que vamos ter que começar a fazer mais pesquisas, nos aproximar mais, refinar o que é persona para saber quem é esse seu público. 

Eu vejo dessa forma, posso estar enganada. Pode ser que amanhã o cookie vire um negócio turbinado, aí é sucesso. Mas estou enxergando isso no momento, pode ser que eu esteja com o olhar muito conservador e surja algo bacana em breve. Vamos esperar. 

[Ivan de Souza – Rock] Agora uma pergunta mais simples, porque a dúvida de um pode ser a dúvida de todos, como dizia uma professora minha, e essa é bem pertinente. O Mateus Muniz Ribas pergunta “para quem está começando a aprender mais sobre o GA, o ideal é começar com a versão atual ou esperar para já começar direto no GA4?”

[Eleonora Diniz – Especialista] Boa pergunta e essa é uma coisa que todo mundo questiona. Temos um ano, dá tempo de aprender algo no GA tradicional, até porque se aprender no GA tradicional você vai aprender inúmeros conceitos de métricas e a maior parte delas estão no 4. Então é legal aprender para entender esses conceitos. 

Você pode pensar que não quer investir agora para aprender o GA tradicional, mas é possível ir até o GA Academy, Rock Content, tem e-books… Se você não tem uma conta, procure o Google Analytics Demo Account – no Academy ele faz referência a essa conta de demonstração, e por aí vai. 

Baixem conteúdos, acho que já se ganha uma boa percepção. Não sei se já tem um curso de GA4 no GA Academy, mas você pode ir atrás de se aprofundar. Como eu falei, toda hora eu troco e revejo meus cursos, porque no fundo acaba aparecendo algum ajuste. Toda hora tem que olhar. 

[Ivan de Souza – Rock] Temos uma outra pergunta conectada a isso que é do Fabricio Vaz, que ele pergunta o seguinte: “em que momento seria o ideal pivotar a análise primária de dados para o GA4?”  

[Eleonora Diniz – Especialista] Algumas primárias você podia até fazer no 4, se já fez um tagueamento, já podia começar a fazer no 4: olhar sessão, usuário, taxa de engajamento… 

O que é taxa de engajamento ou uma sessão engajada? É quando o usuário vê mais de uma página ou ele clica numa conversa e fica por 10 segundos com a aba aberta. Os 10 segundos com a aba aberta eu questiono – eu configuraria isso para 60 segundos. Dá para configurar no GA4. Pode configurar o tempo da sessão e tudo o mais, inclusive o tempo da sessão engajada. 

[Ivan de Souza – Rock] Agora já vou para uma pergunta mais técnica. LogouT perguntou “se extrair os dados do GA4 por API e jogar para uma outra base, alem de estender o tempo de retenção para mais de 14 meses, permitira cruzar os dados com outras fontes? Valeria a pena o desenvolvimento?” 

[Eleonora Diniz – Especialista] Boa pergunta. Uma coisa que acontece no GA4 e talvez muitos não vão querer pagar é o BigQuery, podemos jogar esses dados para o BigQuery – lembrando que ele tem uma linguagem SQL e você poderia manipular lá. Só tem um ponto aqui: da mesma forma que eu já me deparei com problemas de cruzar bases, vamos ter limites na API para fazer extração de quantidades de dimensões e métricas. Vamos ter que fazer muitas extrações. 

A contrapartida é que se você jogar no BigQuery, não vai ter esse problema, vai estar com a base na íntegra e conseguir fazer todos os seus cruzamentos. 

Acho válido, mas você vai ter que definir um padrão de extração do que você quer, lembrando que temos limitações. Na API do GA tradicional eu posso 10 dimensões e 10 métricas, não posso mais que isso, e provavelmente o 4 também tem esses limites. Só nos deparamos com esses limites na hora que começamos a programar. 

Eu falo disso por causa do Dr. Métricas. Eu faço dentro da plataforma diversas extrações e a gente se deparou com algumas dessas travas. 

[Ivan de Souza – Rock] Uma outra trava que também foi levantada na parte das perguntas vem do TecVent Sistemas Ventilação Industrial. Ele pergunta “uma dificuldade que estamos tendo no GA4 é diferenciar os usuários do domínio principal para o subdomínio”. Eu já vi essa dúvida rolar em papos sobre o GA4, então o que você tem a nos dizer sobre essa questão de deixar separado domínio, subdomínio – é diferente no GA4?

[Eleonora Diniz – Especialista] Boa pergunta! Domínio e subdomínio para o GA4, na verdade já no GA, ele considera uma visita só, uma seção só, não quebra. O ponto que o GA está fazendo é que eu posso declarar domínio e subdomínio, mais de um dominio caso eu tenha navegação cruzada, o famoso cross domain – podemo declarar todos eles dentro da ferramenta. 

Se o profissional tem a necessidade de enxergar o usuário que está indo de um lugar para outro, quais páginas, ainda não conseguimos – ainda não tem um filtro onde eu consiga concatenar URL com domínio que é o que fazemos com o cross domain do GA Universal – no 4 ainda não temos um filtro que faça isso. 

O que podemos fazer é ou usar segmentação, colocar o nome do host domínio e subdomínio, ou usar o nome do host em dimensão secundária, ou ir no explorar e fazer o mesmo relatório com uma segmentação que pode ser fixa de um cross domain e depois duplicar a aba, fazer de novo outro relatório e colocar o subdomínio na outra aba para poder ter comparações. Ainda é um pouco engessado. 

Uma outra opção que me veio agora é construir um campo modificado no Data Studio onde você concatena host com URL. Dá para fazer, é uma outra opção. 

[Ivan de Souza – Rock] Bom saber que temos esses caminhos (risos) Vamos então para a última pergunta, é mais especifica por isso deixamos por último. É do Rafael Farias e ele pergunta “qual o fluxo que você recomenda para configurar e-commerce no GA4?”

[Eleonora Diniz – Especialista] Não configuramos e-commerce no GA4, o que fazemos no GA4 é taguear, somente. O GA tem um help de quais são os parâmetros para essas situações. E-commerce tem os parâmetros que o evento recebe, entendeu? Temos isso na documentação de help do GA, não precisa nem ir no developers

O que vamos fazer? Taguear declarando esses campos que são padrão, preenchendo eles lá. Não é possível habilitar o e-commerce no GA4 como habilitava no Universal, o que vai acontecer naturalmente é que vamos ver um relatório de e-commerce com os dados preenchidos porque tagueamos direitinho. 

Então esse tagueamento básico ou enhanced que a gente falava, que é o e-commerce turbinado, tem os parâmetros no help do GA. Pode procurar lá, “parâmetros eventos de e-commerce GA4”. 

Esse help está bonitinho, eles estão fazendo essas parametrizações. Tem isso para quem tem game também, tem algumas palavras reservadas para alguns tipos de parâmetros. No caso do e-commerce temos palavras-chaves reservadas na parametrização do evento. 

Tem gente perguntando se tudo vira evento, e vira, tudo vira evento agora. 

[Ivan de Souza – Rock] Acho que é o sonho de muita gente, né. 

[Eleonora Diniz – Especialista] É o sonho, mas exige mais da gente. A gente vai precisar ter muito mais governança, e isso nem todo mundo tem. É uma coisa que só se adquire tomando na cabeça – você pensa “vou fazer desse jeito porque assim não deu errado“. 

[Ivan de Souza – Rock] Pelo seu histórico pudemos aprender muito disso com você hoje, Leo. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Eu já sofri muito, por isso que criei o Framework de Analytics. Só para falar aqui, tem o Framework de Analytics, mas assim que baixar a poeira com o Dr. Métricas eu prometo que vou fazer um e-book de GA4 com todas essas dicas. 

[Ivan de Souza – Rock] Perfeito, Leo, vamos ficar todos aguardando, até porque infelizmente já deu nossa hora, estamos chegando ao final dessa Jam Session.

[Eleonora Diniz – Especialista] Que pena!

[Ivan de Souza – Rock] Na verdade ficamos até além da conta, porque tinha muita pergunta, tentamos responder as principais e agradeço a todos que estiveram conosco do início até o fim, e mesmo quem chegou depois e esteve até o fim eu deixo o meu muito obrigado.

Antes de encerramos, eu deixo um convite para todos que acompanharam essa live: se você também quiser crescer e renovar suas estratégias de marketing na empresa – enquanto a Leo está para lançar o e-book dela sobre GA4 – se você quiser aprender além disso e ver como o marketing de conteúdo pode te ajudar, eu tenho uma coisa muito legal para te contar: na Rock Content oferecemos uma avaliação gratuita para você.

O que isso quer dizer? Que você pode falar com um consultor da Rock, falar sobre o que aconteceu na sua empresa e entender como uma estratégia de marketing de conteúdo pode ajudar a atingir seus objetivos e superar seus desafios.

Estou pedindo para o pessoal dos bastidores colocar o link, tanto no chat quanto na tela para que vocês fiquem muito à vontade para contatar a Rock e falar conosco. A avaliação é gratuita mesmo. 

Em julho vamos ter uma novidade muito legal no Content Experience Sessions porque vamos ter a participação do Luiz Piovesana que é o CMO da Nuvemshop. A última pergunta foi sobre e-commerce, e a Nuvemshop é uma empresa forte do segmento, fiquem atentos que em breve vamos compartilhar o link de inscrição para que vocês estejam conosco mais uma vez. 

Por hoje, Leo, agradeço muitíssimo sua presença, muito obrigado por vir aqui e compartilhar seu conhecimento com todos nós, serão fundamentais para que sigamos adiante analisando nossas métricas pelo GA4 para deixar o Universal de lado.

[Eleonora Diniz – Especialista] Estou com dó de deixar ele de lado.

[Ivan de Souza – Rock] Dá uma dorzinha no coração de todos nós, mas não tem jeito. 

[Eleonora Diniz – Especialista] Só quero deixar um recadinho aqui e agradecer todos, muito obrigada – quem quiser me seguir é Eleonora Diniz lá no Instagram, no Linkedin, e posso falar rapidinho de Dr. Métricas?

Dr. Métricas é uma plataforma beta, quase virando versão 1, e com trial de 7 dias – você conecta GA e Search Console e tem vários dashboards pré-definidos, para você não ter que pensar em dashboard! E além do mais, tem os insights da Leo com a análise dos seus dados, ou seja, existe uma pequena inteligência artificial onde eu criei alguns algoritmos e tenho as minhas sugestões em relação a análise dos seus dados.

A ideia do Dr. Métricas é crescer e obviamente eu quero conectar com GA4, todo mundo sofrendo com ele, eu quero poder oferecer um dashboard

Só fazendo um parênteses aqui, meu apelido no Itaú era Miss Dashboard (risos)

[Ivan de Souza – Rock] Olha só, muito apropriado (risos).

[Eleonora Diniz – Especialista] Gente, muito obrigada a todos, quem quiser seguir estamos ai. 

[Ivan de Souza – Rock]  Deixamos na tela para vocês. Tchau pessoal, muito obrigado, boa tarde para todos! 

[Eleonora Diniz – Especialista] Obrigada Rock Content, tchau tchau!

Conteúdo Extra

DR. Métricas

Em 2016, depois de uma longa trajetória no mercado financeiro e trabalhando com Analytics em instituições bancárias, Eleonora decidiu seguir para uma jornada empreendedora, trabalhando como consultora. Nesse processo, enquanto atendia clientes, ela sentiu a necessidade de ter um dashboard, um painel de controle completo e consolidado para acompanhar resultados e dados. 

Um dia, analisando as páginas de resultado de um exame laboratorial, Eleonora teve uma epifania. Foi nesse momento que nasceu o protótipo do seu próprio negócio, o Dr. Métricas. Inspirada na forma como exames laboratoriais apontam indicadores para médicos e pacientes, e juntamente com sua longa experiência com Analytics, Eleonora desenvolveu uma plataforma para otimizar a visibilidade de métricas e indicadores, funcionando como um diagnóstico digital de um negócio. 

Juntamente com seu sócio, Alessandro Carvalho, lançou a plataforma em 2022 depois de muitos testes e aprimoramentos feitos durante a pandemia. 

O Dr. Métricas oferece para seus clientes painéis customizados e inteligentes, fornecendo insights para tomadas de decisão. Na ferramenta, o usuário pode: 

fazer integração de dados com views do Google Analytics e Google Search Console; gerar relatórios de SEO; ter acesso a algoritmos criados especificamente para acompanhar o comportamento do seu site; visualizar gráficos com combinação de dados variados. 

Server-side tagging

Quando Eleonora começou a trabalhar com Analytics, ela mesma afirma que essa área era uma espécie de “terra de ninguém”. Isso porque não havia regras de privacidade e leis como a LGPD estavam longe de surgir. 

Com o tempo, as coisas mudaram e, para ela, isso dificultou alguns processos para analistas conseguirem ter acesso a dados. Um desses pontos que ela levanta é o server-side tagging (tagueamento server side).

O tagueamento é um instrumento que permite que você mova a mensuração de tags do seu site para o lado do servidor. Uma consequência disso é que, ao taguear a requisição do servidor, não dá para ter acesso a dados relacionados aos interesses do usuário, questões demográficas e mais. Logo, isso gera mais desafios para análise de dados e geração de insights.

No entanto, para o Google, existem algumas vantagens dessa manobra, como:

melhora de performance do site, uma vez que, com menos linhas de código, o tempo de carregamento é otimizado;mais segurança e privacidade para os dados dos visitantes. 

GA Academy

Se você assistiu a Jam Session com Eleonora e ficou inspirado e curioso para aprender mais sobre Analytics, precisa conhecer o GA Academy

Essa plataforma do Google é um excelente lugar para aprender mais sobre Google Analytics diretamente da fonte. O site oferece cursos online gratuitos com especialistas da área, nos quais os alunos poderão entender mais sobre as ferramentas Google e como elas oferecem formas inteligentes e otimizadas de coletar e analisar dados. 

O catálogo completo de cursos está em inglês, mas é possível conferir alguns cursos com legendas em português. São eles: 

Google Analytics para iniciantes — mostra os recursos básicos como criação de uma conta, análise de relatórios e configuração de metas; Curso avançado do Google Analytics — uma evolução do primeiro, trata da coleta, processamento e configuração de dados; Começar a usar o Google Analytics 360 — apresenta ferramentas avançadas do Google Analytics 360, BigQuery, Google Ad Manager e produtos do Google Marketing Platform; Fundamentos do Gerenciador de tags do Google — explica como funciona a ferramenta para implementação de tags e como os profissionais podem gerenciar esse processo. 

Um importante lembrete é que o conteúdo desses cursos está relacionado à Universal Analytics, o formato atual de processamento de dados que deixará de existir em julho de 2023. Para saber mais sobre o GA4, existem quatro cursos aprofundados na Skillshop, disponíveis em português. 

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